domingo, 17 de julho de 2011

Quando o amor chama


Seguindo a vida, vezes num marasmo sem fim, vezes numa torrente desesperadora, procuramos escolher nossas estradas e decidimos opções.
Muitas vezes não nos interessa ir por um caminho, porém quando tem que acontecer, este mesmo caminho, do nada, nos atropela.
E quando percebemos estamos mais uma vez, envolvidos em escolhas descartadas, mas que a vida nos impõe.
Assim é com o amor.
Corações feridos, maltratados, abandonados, desiludidos, se encolhem, murcham, escurecem que vivem na sombra da solidão optam por não mais amar.
Se trancam e seguem seus rumos.
Porém a vida é muito maior que isso. O amor é mais importante e mais inesperado que isso. 
Aí ele chega. Chega com tudo, e por mais que tentemos fugir, negar, ele nos arrebata e nos faz flutuar.
É nessa hora que o mundo congela, ficamos em suspenso e o inesperado acontece. O amor nos chama. E nos leva às quimeras mais profundas de nossas almas.
Refletidas como um espelho, estas quimeras mostram nossos desejos, nossos sonhos e esperanças. 
Aqui bastam duas opções, deixar-se levar por este amor, ou arrancá-lo do coração.
As duas escolhas terão consequencias. Boas ou ruins, elas, inevitavelmente, marcarão nossas vidas, farão parte eternamente da história de nossas almas imortais.
Tudo é experiência, tudo é crescimento e nada, nada que nos acontece é infundado e sem motivo. Absolutamente tudo está dentro de nós.
Quando um amor acaba, não significa que ele nunca existiu. O ciclo apenas se fechou. Mudou de rumo e sua alma aprendeu o que necessitava.
Não se prenda ao fim, relembre os bons momentos, os novos conhecimentos que este amor trouxe a você e a felicidade que ele, um dia, te proporcionou. Deixe-o ir.
Assim será o outro amor, e o outro, até que a alma escolhida para ser sua chegará e você não terá escolhas. Será arrebatado de qualquer forma. E aí, com todas as suas experiências, você saberá cultivar este eterno amor, o reconhecerá e entenderá a real profundidade desse arrebatamento.
Cuide-se, ame-se, seja feliz, que o amor chega. Ele sempre chega. 
Não descrimine, não julgue, não seja preconceituoso.
Quando o amor chama, ele não escolhe raça, meio social, cultura, idade, sexo. Ele simplesmente sussurra em seu coração, envolve sua alma e te leva. Em ondas monstruosas ou tranquilas. Barulhentamente ou em silêncio. Em calmaria ou tormenta. 
Mas, ele sempre chama...
Ouça sua alma, refletida em seu coração, em seu corpo. Abra sua mente. Aprenda a ser feliz da forma que você quiser. O amor não sabe o que são convenções, regras, leis. Ele está acima de tudo.
Pense nisso e viva o seu amor!


Texto de Roberta de Souza
Cópias não são proibidas, desde que a autora seja devidamente referida na publicação.
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