quinta-feira, 24 de março de 2011

Caminhos - poema escrito em 2006

Remexendo em minhas coisas achei este poema. Até que eu escrevia direitinho...rs
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Hoje sou um caldeirão,
Cheio, transbordando,
Fervilhando de dúvidas.
Fundo, largo, repleto de águas turvas
Pronto para a ebulição.
As interrogações dançam a minha volta.
As perguntas não se calam um segundo.
As horas, senhoras impiedosas,
Correm e passam por mim, sem me dar opção.
Hoje sou um enorme ponto de interrogação!
Com um começo, mas com vários fins.
Hoje sou um ponto perdido no infinito do nada.
Sou guia de uma vida sem rumo.
Passageira em uma estrada desconhecida.
Hoje sou um livro escrito pela metade,
Aguardando os próximos capítulos
Dessa louca história, que parece não ter fim!
Hoje sou um artista sem inspiração.
Um grande e redondo NÃO!
Só me resta esperar e receber
A nova aurora que se aproxima,
Sonolenta e preguiçosa,
Para abrir minha nova vida.

Beta
10/01/06
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