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segunda-feira, 7 de março de 2016

Dia internacional da Mulher


E lá vem chegando...
Mais um dia Internacional da Mulher. Os homens, que não têm o seu dia internacional, não entendem esta data. Dizem que o dia da mulher é todo dia, blá, blá, blá.
Vale lembrar que em terras tupiniquins o Dia Nacional da Mulher é comemorado no dia 30 de abril.
Então vamos entender um pouquinho essa data?
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.
Entretanto, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
A mulher, sempre considerada o sexo frágil, subjulgada e deixada às margens da sociedade pelos os homens, mesmo com essas marcas, nunca foram exatamente assim. Sim, nós sempre fomos e ainda somos rotuladas e rebaixadas... Entretanto, nós geramos vida; nós suportamos “as dores do mundo” para alimentar, dar continuidade e unir uma família; temos disposição para encarar jornadas duplas, triplas, etc.; levantamos um homem ou o jogamos na sarjeta; em nossa “fragilidade” somos a fortaleza do mundo.
Em nós cabe o amor que transborda, em nós cabem pilares, sonhos, responsabilidades, lutas, conquistas...
Maria foi a única mulher que teve a honra de gerar o salvador do mundo. E, como se não bastasse, ela foi capaz de gerar um ser que sofreria por nós e, mesmo sabendo de tudo pelo que seu filho passaria, ela disse sim, e esteve com ele sempre. E, como se não bastasse, toda a dor que ela teve que carregar ao ver seu filho sofrendo por nós, ela ainda aceitou ser mãe de todos nós. E ainda, sofre conosco, luta por nós, intercede e nos carrega no colo.
Não preciso nem dizer que ela é o exemplo de mulher mais lindo que se tem notícias, não é?
Um homem não aguentaria as dores das regras mensais e toda a loucura que os hormônios fazem conosco, não aguentaria a dor de parto, a dor do abandono, a dor do “mundo”.
A mulher, como geradora de vida, deveria ser reverenciada.
A mulher, como ser humano, igual a qualquer outro, deveria ser respeitada por sua magnitude, só pelo fato de ser mulher.
O dia internacional da mulher não foi criado apenas para homenagens e festejos, foi criado para lembrarmos de nossa história e lutarmos por nossos sonhos.
Então mulher, se respeite, entenda a grandiosidade de ser mulher. Se ame e tenha em mente: nós somos mulheres. Não para diferenciar, nem para sermos destaques. Somos mulheres para criar, gerar, amar e unir.
Não tente se igualar aos homens em seus erros. A igualdade é de direitos, não de burrices.
Fica a dica, ok?
Parabéns para nós.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Você lembra de mim?

Você lembra de mim? 

Sou aquela mulher que vibra de emoção, com todo o meu ser. Tanto de alegria como de tristeza.
Sou a chuva e o sol, as estrelas da noite e a brisa que acalenta a quem necessita.
Sou aparentemente frágil, mas minha força transcende barreiras.
Sou aquela mulher que chora com filmes românticos. Que se derrete ao ver algum animal machucado. Mas que vira fera se cutucada. Levanta a bandeira da defesa de quem precisa de qualquer maneira.
Sou mãe, filha, cozinheira, enfermeira, babá, guarda-costas, amiga, amante, mulher.
Entendo o problema mais difícil, mas enlouqueço se bater de frente com uma barata.
Sou aquela mulher que se desdobra em mil nas tarefas do dia a dia sendo profissional, mãe e mulher, e tudo isso em cima de um belo salto.
Sofro com TPM, cólicas, mas nunca deixo de cumprir minhas tarefas.
Sou louca para ser mãe. Sofro com as dores de parto, e choro, choro pois meu corpo não suporta o tamanho monstruoso do meu amor ao ver o pequeno ser que foi gerado em mim. Cada pedacinho dele é fruto da maior emoção da minha vida.
Sou aquela mulher que carrega todas as cores do arco-íris, todas as notas musicais, todas as nuances da natureza. Sou bruxa, sou santa, sou puta, sou dama, sou mulher. Sou tudo e nada. Por isso não sou fácil de entender.
Meu mapa não tem sinalizações. Quem buscar encontrará em mim o maior acalanto ou a maior ira.  Meus contornos são arredondados, macios e sedosos, mas não se engane,  através de meus caminhos você pode chegar ao céu ou ao inferno.
Sou aquela mulher que se entrega de corpo e alma ao amor e não tem medo de sofrer por isso. Porque acredita que o amor é a essencia da vida e sem ele nenhum sopro existe de fato.
Não me julgue, sou incomum. Você nunca conheceu ninguém assim. Não tente me compreender. Quem consegue compreender os desígnios de Deus? Assim é também a minha alma, sutil e complicada demais para ser compreendida...
Sou aquela mulher que, como um equilibrista, luta pelos caminhos da vida, transpondo barreiras, plantando flores e guiando os cegos. Sou guerreira, aprendi a me defender.
Sou aquela mulher que você sempre sonhou ter, mas nunca deu valor quando teve. E que nunca esquecerá, se passar por minha vida.
Deixo marcas profundas.
Me redescobri.
Eu sou uma nova mulher.

8 de março. Dia internacional da mulher. Parabéns para nós!