quarta-feira, 11 de maio de 2011

Conto: Almas Gêmeas. Qualquer semelhança é mera coincidência

Desde o início das Eras eles se conhecem.
Em quase todas as encarnações estiveram juntos. Foram irmãos, pai e filha, mãe e filho, primos, e casal. 
Se salvaram, se mataram, se abandonaram, feriram, amaram e seguem buscando o crescimento e o desenvolvimento natural das reencarnações.
Almas irmãs que, aos tropeços, seguiram por suas vidas, e ainda seguem a se encontrar.
Hoje, eles se encontraram novamente. No momento da apresentação o reconhecimento foi imediato. O amor é intenso, ao mesmo tempo calmo. Pele, cheiro, toque, coração, quando unidos seguem o mesmo ritmo. 
Encaixe perfeito, porém não existe perfeição...
Nesta vida, anos se passaram e eles não estão juntos. Se amam, se desejam, conhecem suas histórias e sabem o que precisam fazer, mas simplesmente não acontece.
Medo, livre arbítrio, receio do desconhecido, de se entregar e se jogar de cabeça na tempestade que sempre se arma quando estão juntos... Enfim, suas mentes humanas e limitadas bloqueiam e nada acontece.
Eles não são leigos, conhecem e reconhecem as verdades que vivem, porém a carne fala mais alto e eles seguem errando pelo mundo.
Ventos e marés se agitam com esta aproximação. A tempestade é certa. A questão é: eles vão encarar? Ou precisaram caminhar novamente e novamente por seus passos, vidas e vidas até desistirem de lutar contra isso, contra este amor, para seguirem seus destinos?

O ser humano é falho. Os medos bloqueiam. As escolhas, muitas vezes, são imutáveis e os muros podem parecer intransponíveis.
Mas as marcas de suas vidas, o encontro de almas, o amor puro, maior, incondicional, sempre existiram e eles sempre serão atraídos como um ímã, até que o propósito de suas reencarnações se concretize. 


Conto escrito por Roberta de Souza
Qualquer reprodução da obra é proibida sem minha prévia autorização. 
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