quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O que são valores pra você?


Nasci na década de 80.
Cresci em uma família simples, enorme e muito unida.
Preconceitos existiam? Claro! Porém éramos abertos a todos!
Problemas existiam? Evidente! Mas lutávamos para superar.
Mas nunca, nunca deixamos de procurar seguir os valores humanos básicos.
Existem vários tipos de valores: religiosos, étnicos, culturais etc. Esses, em nossa família eram diversos e respeitados. Entretanto os valores humanos eram cobrados por todos, em grau de igualdade.
Honestidade, sinceridade, respeito, caridade, humildade e verdade eram a base da educação que nós, os pequenos, seguíamos.
Trinta anos depois me vejo em um mundo, uma sociedade virada do avesso.
Honestidade é fato raro e festejado quando se vê.
(Peraí. Não deveria ser obrigação?)
Sinceridade é vista com hostilidade, como grosseria.
(Agora, para não cometermos bulling, sermos acusados de preconceito, temos que ter muito cuidado ao sermos sinceros, claro, guardando as devidas proporções de respeito).
Respeito é como um animal em extinção.
(Coitados dos professores)
Caridade virou moda.
(São modismos que aparecem em ondas. Mas, não deveria ser uma extensão de nós mesmos?)
Humildade é falsidade. É carapaça, máscara.
(Hoje o importante é Ter e Ostentar)
Verdade… Cada um tem a sua, entretanto nunca é respeitada.
(A minha verdade não é absoluta, mas tenho todo o direito de tê-la. Por favor, respeite!)
Hoje existem tantos nomes, enunciados, discursos e dicotomias que nos perdemos em devaneios vazios.
Estudei em escola pública, era tão pobre quanto os negros e pardos que era a maioria por lá. E eles tinham a preferência. Por quê?
Ah, são minorias…
Quem disse? Só porque sou branca, pensa que nunca sofri nenhum tipo de preconceito? Eu não fazia parte disso? Eu vivi na carne a minoria.
O governo oferece migalhas com as cotas e o povo aplaude. Mas… E a educação? Essa desce a ladeira sem freio…
Eu sempre fui branquela, loira, gordinha e rosada. Como fui sacaneada! Hoje isso tem nome e é um crime sério, o bulling.
Isso sempre aconteceu, mas eu tinha valores, educação e amor, nunca sofri com isso. Nada me abalava!
Minha avó era a pessoa mais importante da família e a palavra dos mais velhos era lei! Todos se uniam em torno deles. E hoje? Onde estão os nossos velhinhos? Os aposentados fakes que, para sobreviverem precisam trabalhar, já que suas aposentadorias são uma piada de muito mau gosto…
Fácil estipular valores vergonhosos aos cidadãos quando se tem as burras cheias, não acham?
Perdemos a luta pela liberdade de expressão. Não para a ditadura, mas para as consideradas ofensas morais…
 Cuidado com o que você diz, eu posso te processar!
As famílias estão enfraquecidas.
O mal psicológico do século graça livre.
Liberdade virou libertinagem.
Os mais jovens se acham os donos da verdade.
As lutas raciais e de gênero passam como um trator por cima de tudo.
Ai eu pergunto: e os valores humanos, onde foram parar?
Antes de sermos homo, éteros, negros, brancos, cristãos ou agnósticos, somos seres humanos.
Até as perguntas se inverteram. Não me interessa o que você é (seu status, formação ou sua conta bancária). Me interessa quem você é (que tipo de ser humano você é, os valores humanos que carrega).
Hoje os Direitos Humanos são para uma minoria. As oportunidades para quem tem QI.
O negro está tão preocupado com o preconceito que este virou um monstro que o espera em todas as esquinas, em todas as ações.
As verdades são mascaradas (quem vai querer ser réu de um processo?), mas não modificadas, como deveriam…
O que são valores para você?
Desculpe-me se minha postura agride. Desculpe se pareço hostil ao expor minhas opiniões. Desculpe mesmo, mas essa sou eu. Não me escondo atrás de falsos rostos, não me calo, sustento minhas opiniões e encaro minha verdade.
Estou errada? Pode ser…
Convença-me.
Sou humilde o suficiente para reconhecer meu erro e mudar de opinião. Isso não é fraqueza, é busca. A eterna busca que me sustenta.
Não dou o “bote”, não decepciono com falsas promessas, não escondo meus pensamentos, não “bato palma pra palhaço dançar” e gosto de ser assim. E prefiro conviver com pessoas assim.
Cada um dá o que tem.
E você? O que tem para dar?
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